quarta-feira, 10 de abril de 2013

Como é bom sentir.


Será que essa é a vida das pessoas que entram de férias? Seja La do que for, férias de si mesmo, férias da escola, férias dos amigos, da família, do trabalho, dos amores, das dores, das saudades, de lago que já esteja cansada... Se for isso que esta acontecendo comigo, acredite é algo que faz muito bem, é uma viagem para dentro de si, é uma vontade de admirar o que se tinha vontade só por admirar, não que seja importante, mas quem ta de férias decide fazer exatamente coisas que não tenham importância, hora marcada, nem possuam hora de entrada ou saída. As férias acontecem para um descanso de mente, e mexe com o interior todo, mexe com a nossa velocidade, passamos de ágeis para lentos, uma lentidão altamente prazerosa, queremos experimentar o devagar, o sem pressa, queremos ouvir a musica que dura quase 10 minutos da legião urbana, paramos em frente a TV e ficamos procurando coisas engraçadas para distrair, nada de jornais, noticias ruins, coisas de terror. Não. Queremos bagunça. O lençol no sofá, a geladeira cheia de frutas e guloseimas, o celular altamente carregado do lado, caso precisem ouvir nossa voz, porque falar também não queremos, a não ser com nossa mãe, para pedir seja La o que for, ou então dizer que esta com saudades dela...  Os amores sofrem com essa nossa liberdade, esse amor as férias, com o notebook  não há compartilhamento, somos levados a escrever, quem quiser entender o que se passa que me leia, releia, mande sms, por que só responderei quando estiver afim, não terei porque me preocupar com outro, não tenho preocupações, quero gozar na minha lentidão. Nisso tudo vejo que minhas discussões se tornam mais demoradas, tenho tempo para pensar em tudo, não dou respostas imediatas, agora penso, repenso, adio, deixo pra La, respondo quando quiser.  Ando outra sabia, ando olhado textos antigos, tendo ate tempo em quem já se foi, sentindo um frio na barriga com os novos acontecimentos, e depois de tudo, olho fotos, ajeito as roupas, penteio o cabelo como se fosse uma criança a procurar um penteado, escrevo, escrevo, leio e escrevo.  Voltei a sentir essa inspiração que dormia, já que o tempo me obrigava  a correr todos os dias, apenas vivendo, não imaginando.
indo para o abraço, onde descanso perfeitamente bem!!

Aqui.